Espaço alunos

5 de setembro de 2015

Plano de aula Redação (Enem) - Desenvolvimento

 “Desenvolvimento”
No parágrafo de introdução, formula-se uma tese. Basicamente, os parágrafos de desenvolvimento têm por propósito confirmar, através de uma argumentação, o posicionamento lançado no início do seu texto. A tese nada mais é do que a sua opinião (o seu posicionamento) a respeito do tema e ela é a ideia principal da redação.
1)      Onde aparece o desenvolvimento?
O desenvolvimento vem depois da introdução, antes da conclusão.
2)      Qual é o objetivo do desenvolvimento?
O objetivo é defender e provar a tese que você colocou na introdução.
3)       O ideal é termos quantos parágrafos de desenvolvimento?
      De dois a três parágrafos.
4)      Como devo escolher a quantidade de parágrafos que deve ser feita no desenvolvimento?
      Varia de acordo com a sua aptidão em relação ao tema.  Se tivermos apenas duas ideias fortes que sustentem a tese, não há a menor necessidade de fazer um terceiro parágrafo de desenvolvimento. A decisão pelo terceiro parágrafo de desenvolvimento é particular. Tudo vai depender de sua segurança para escrevê-lo. Lembrem-se de que um argumento superficial ou redundante prejudica a evolução do texto.
5)      O que cada parágrafo do desenvolvimento deve ter?  Tópico frasal, argumentos e fechamento. Tópico frasal – Primeira frase do parágrafo, tudo que estiver escrito até primeiro ponto final, mostra a ideia principal do parágrafo. Argumentos – Desenvolve-se a ideia inicial Encerramento - O fechamento é a parte do parágrafo que dá um tom de conclusão (para ajudar, você pode começar o fechamento com algum elemento conclusivo, como "sendo assim", "portanto", "dessa maneira", "logo", "então", etc). 
6)      Algumas estratégias argumentativas:
- Uma boa maneira de argumentar é tentar associar causas e consequências ao tema proposto. Como por exemplo: se o tema está associado à educação brasileira, podemos buscar argumentos para essa proposta pensando nas causas do quadro atual da educação brasileira (falta de investimentos, falta de valorização e de capacitação dos profissionais, etc...) e também nas consequências que ela provocará a longo prazo em nossa sociedade. É interessante notar que, quando o tema se trata de algum tipo de problema a solução aparece ao pensarmos nas causas desse problema. Logo, por exemplo, para solucionar as deficiências da educação brasileira nós precisamos pensar em suas causas. É atuando nas causas do problema que temos a solução.
- Argumentação por citações - A citação nada mais é do que eu usar as palavras de outra pessoa. Exemplo: “Desse modo, fica mais evidente que Einstein estava correto ao dizer que não sabia como seria a terceira guerra mundial, mas sabia que a quarta se resumiria a pedras e a paus.”
- Argumentação por exemplificação - O exemplo é um tipo de argumento bem convincente, pois traz situações reais aos fatos defendidos, aumentando a credibilidade de sua opinião. Afinal, não é convincente provar que você está correto usando exemplos reais?
- O contra-argumento consiste na refutação contra um argumento oposto. Como assim? Vamos pegar um exemplo bem polêmico. Supondo que o tema seja a respeito do "aborto" e que eu seja contra ele. Ao invés de eu expressar argumentos contra o aborto, eu posso expressar os argumentos contra os argumentos a favor do aborto (confuso?). Vamos lá: Argumento a favor do aborto: "o aborto é uma solução para a gravidez indesejada que evita que uma criança nasça em meios a graves problemas familiares, evitando que ela não seja criada por pessoas que não quiseram concebê-la". Contra-argumento: "o aborto realmente pode parecer uma solução para a gravidez indesejada. Porém, existe uma solução muito melhor, que são os eficazes e conhecidos métodos anticoncepcionais. É muito melhor se prevenir com responsabilidade do que assassinar uma vida inocente.".
·         Um exemplo de desenvolvimento com o tema ‘Internet’:
Entretanto, o grande problema da internet é o fato de ela ter falhas que comprometem a segurança de seus usuários. Por ser pública e global, ela é usada por muitos tipos de pessoas e elas podem ter diferentes propósitos e objetivos, o que compromete a segurança da rede. Esse fato é agravado ainda pela questão do anonimato, que facilita crimes como racismo, pedofilia, roubos de informações pessoais, falsas identidades e plágio. Além disso, a rede é vulnerável a ações de hackers, que são capazes de invadirem contas de empresas, de pessoas físicas e até mesmo do próprio governo. Tudo isso demonstra que a internet, apesar de facilitar o acesso à informação, é um ambiente inseguro e que, portanto, exige cautela por parte de seus usuários.

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Proposta de redação: “Trote estudantil”

Trote estudantil: ação vexatória é crime pelo Código Penal
            Na semana em que boa parte das universidades brasileiras começa a receber seus alunos, jovens com as caras e roupas sujas de tinta invadem as ruas das cidades. São os calouros passando pelo trote.  Na maioria das instituições do Brasil e do mundo, os novos estudantes passam por alguma versão desse ritual de iniciação. E não é de hoje: há relatos sobre esse ritual de passagem desde a época de Platão. Pesquisador do tema desde 2001, Antonio Almeida aponta que na Idade Média, por exemplo, os calouros tinham que raspar o cabelo e ter suas roupas queimadas, sob a justificativa de evitar a propagação de doenças. Mas também havia o propósito de humilhar os “bixos”.
            No Brasil, é comum ver estudantes sujos de tinta e farinha pedindo dinheiro nos sinais. Também são realizadas festas para receber os calouros. Contudo, muitas vezes, a brincadeira passa dos limites, e o que seria um momento de integração entre calouros e veteranos pode acabar em tragédia. Foi o caso dos estudantes feridos nas Faculdades Adamantinenses Integradas, em Adamantina, ao serem recebidos com ácido pelos veteranos - um deles corre o risco de perder a visão . Ainda que casos como esses aconteçam com certa frequência, ainda não existe nenhuma lei federal que regulamente a prática do trote universitário. Um projeto de lei (PLC Nº 9 de 2009) chegou a tramitar no senado no final de 2014, teve parecer aprovado pela Comissão de Educação, mas foi arquivado ao final da legislatura.
            Há, contudo, algumas leis nos âmbitos estaduais e municipais. Desde 1999, os trotes promovidos sob coação, agressão física, moral ou qualquer outra forma de constrangimento que possa acarretar risco à saúde ou à integridade física dos alunos de escolas superiores e universidades estaduais são proibidos em São Paulo. Um caso emblemático é o do jovem Edison Tsung Chi Hsueh que, em 1999, foi obrigado a entrar na piscina, sem saber nadar. O calouro morreu afogado, e quatro estudantes foram acusados pela morte do rapaz. O caso foi arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça por falta de provas, e os estudantes foram inocentados.
            Em Minas Gerais, a lei nº 21165/2014 passou a vetar o trote estudantil violento nas instituições de ensino médio, públicos e privados, e nas universidades públicas estaduais. Municípios como Pelotas, no Rio Grande do Sul, e Barretos, em São Paulo, também possuem leis que proíbem o ato. Além disso, algumas universidades também regulam o tipo de trote e proíbem a violência, incentivando os trotes solidários em que os calouros doam sangue ou arrecadam alimentos, por exemplo. Almeida, que também é professor de ciências humanas na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, acredita que esse “ritual de passagem” no início da faculdade não deveria de existir, pois sempre acaba prejudicando alguém. Segundo ele, mesmo os trotes que não são fisicamente violentos podem trazer problemas psicológicos, fazendo o estudante se sentir humilhado. “O trote é muito diferente de uma comemoração. O princípio do trote é o domínio do outro. Em algumas universidades é uma ação esporádica, mas em outras já é algo institucionalizado, com grupos intolerantes formados especialmente para isso”, explica. Ele acredita que as instituições devem educar seus alunos para a cidadania, punir os alunos que realizam trotes violentos e não conceder espaços para este tipo de recepção dos calouros.
            Embora o trote estudantil, especificamente, não seja crime, a advogada Alessandra Prata esclarece que os atos praticados nos trotes podem configurar diversas infrações previstas no Código Penal, como lesão corporal (artigo 129), injúria (artigo 140), ameaça (artigo 147l), constrangimento ilegal (artigo 146) e até homicídio (artigo 121). Segundo ela, as instituições de ensino também podem ser responsabilizadas pelos trotes abusivos, por meio do Código de Defesa do Consumidor. “Também há a responsabilização civil, a famosa indenização por danos morais. O aluno que for vítima de trote e sentir-se lesado deve procurar um advogado para ajuizar esta ação”, explica. Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/trote-estudantil-acao-vexatoria-e-crime-pelo-codigo penal,2aa298978dbbb410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html
Fontes para plano de aula: 
http://soumaisenem.com.br/portugues/dissertacao-argumentativa/os-paragrafos-de-desenvolvimento
http://www.comoescreverumaboaredacao.com/2013/10/redacao-como-fazer-o-desenvolvimento.html

Angélica Pereira

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