Espaço alunos

27 de junho de 2012

Inclusão e exclusão digital em meio a educação


Inclusão e Exclusão Digital 

Inclusão e Exclusão Digital Antes de chegar ao conceito de inclusão e exclusão social, deve-se ressaltar que a pobreza não é um fenômeno isolado. A maneira como ela é definida e percebida depende do nível de desenvolvimento cultural, tecnológico e político de cada sociedade. A introdução de novos produtos, que passam a ser indicativos de uma condição de vida “civilizada” (seja telefone, eletricidade, geladeira, rádio ou TV), aumenta o patamar abaixo do qual uma pessoa ou família é considerada pobre.
A citação a seguir m ostra uma vertente da questão de inclusão como algo mais amplo: “Vivemos em um mundo de opulência sem precedentes. O regime democrático e participativo tornou-se o modelo preeminente de organização política. Os conceitos de direitos humanos e liberdade política hoje são parte da retórica prevalecente. As pessoas vivem, em média, muito mais tempo e as regiões do globo estão mais estreitamente ligadas nos campos das trocas e também quanto aidéias e ideais. Entretanto, vivemos igualmente em um mundo de privação e opressão extraordinárias no qual persistem a pobreza e necessidades essenciais não satisfeitas, fome, violação de liberdades, negligência para com as mulheres, e graves ameaças ao meio ambiente, tanto em países ricos, como em países pobres. Superar esses problemas é parte central do processo de desenvolvimento.” (SEN, 2000,pp.9-10).
A exclusão digital se diz respeito às conseqüências sociais, econômicas e culturais da distribuição desigual do acesso a computadores e Internet. Antes, excluía destes parâmetros acesso à telefonia. Embora pertença ao mesmo grupo de produtos de tecnologia avançada, até por compartilhar a mesma infra-estrutura, sob uma perspectiva sociológica, realmente o telefone possui características bem diferentes dos demais: é parte da família de produtos “inclusivos para analfabetos” — que podem ser utilizados por pessoas tecnicamente sem nenhuma escolaridade —, enquanto os computadores e a Internet exigem um grau mínimo de instrução. Mas com a evolução do sistema de telefonia, vendo pela perspectiva do celular, pode-se considerar este termo ultrapassado, pois hoje a internet está em voga no celular (emails, mensageiros instantâneos, mobile-commerce), criando uma margem ainda maior de exclusão para aqueles que não sabem utilizar a Internet e tão pouco os diversos recursos e aparatos presentes em um único aparelho móvel.
Como o ciclo de acesso a novos produtos começa com os ricos e se estende aos pobres após um tempo mais ou menos longo (e que nem sempre se completa), há um aumento da desigualdade. Os ricos são os primeiros a usufruir as vantagens do uso e/ou domínio dos novos produtos no mercado de trabalho, enquanto a falta destes aumenta as desvantagens dos grupos excluídos. Em ambos os casos, os novos produtos tecnologicamente avançados aumentam consequentemente a pobreza e a exclusão digital.
A inclusão digital é geralmente definida num país pela relação entre a porcentagem de pessoas com acesso a computador e/ou Internet no domicílio e o total da população. Para identificar as pessoas incluídas, o critério geralmente utilizado é o número de computadores por domicílio e/ou de computadores por domicílio com acesso à Internet. Essa metodologia já foi alvo de críticas, pois em países com um número significativo de pontos de acesso coletivo (comumente denominados telecentros ou cibercafés). Argumenta-se também que as famílias de classe média normalmente possuem mais de um computador por domicílio, fato que não ocorre nas famílias pobres, o que significaria um número maior de usuários por computador nas famílias pobres e menor nas famílias de classe média.
No caso brasileiro, o impacto estatístico dos telecentros é secundário, dado que seu número em escala nacional ainda é relativamente. Por sua vez, a expectativa de um maior número de usuários por computador no domicílio das famílias pobres deve ser qualificada, já que, como indica a pesquisa, na maioria dos casos são poucos os seus membros que usam computador.
O processo desigual de disseminação do computador entre a população das diferentes cidades do Brasil reflete sem dúvida o nível desigual de riqueza e escolaridade entre as diferentes regiões e cidades, em particular entre as populações pobres das regiões Norte e Nordeste e do Centro-Sul. A posse do computador, porém, está também associada a um componente intangível: a disseminação de uma cultura de valorização da informática associada em especial à noção de que seu domínio é condição de emprego e sucesso na educação.
De fato, em qualquer pesquisa sobre perspectivas de empregabilidade e carreira profissional, em uma única pergunta para a qual encontra-se uma resposta consensual, independentemente de grau de escolaridade, renda, cor e gênero, e quanto à importância do conhecimento de informática para a obtenção de emprego: é garantido que quase totalidade dos entrevistados indica que este conhecimento ajuda a conseguir trabalho. Portanto, se a disseminação do computador tem uma óbvia correlação com o nível de renda e de escolaridade, ela está igualmente associada aos padrões culturais mais amplos de informatização da sociedade.
Com estas vertentes, pode-se dizer que incluir digitalmente não é apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha que inclusão digital é colocar computadores na frente das pessoas e apenas ensiná–las a usar Windows e pacotes de escritório. A analogia errônea tende a irritar os especialistas e ajuda a propagar cenários surreais da chamada inclusão digital, como é o caso de comunidades ou escolas que recebem computadores novinhos em folha, mas que nunca são utilizados porque não há telefone para conectar a internet ou porque faltam professores qualificados para repassar o conhecimento necessário.
Entende-se que não é apenas ensinar os princípios do bê–á–bá da linguagem informatiquês, mas mostrando como ela pode ganhar dinheiro e melhorar de vida com ajuda do computador e seus aparatos avançados. Ou seja, para que a Inclusão Digital diminua o efeito colateral da Exclusão digital, é necessário capacitar as pessoas com essas tecnologias para que possam utilizá-las em benefício próprio e coletivo e ao mesmo tempo tornando essas pessoas com senso crítico de tudo o que pode acontecer ao seu redor.


Parte do trabalho realizado no primeiro semestre do curso de Letras, em Linguagem e Comunicação,  Unipam, Alunos Angélica, Paula, Nelson, Rafaela, Nathielle, Telma, Lorena, Marina.






25 de junho de 2012

Preconceito ao Ser Professor

O valor do professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é indispensável. Em primeiro lugar o professor deve gostar e acreditar naquilo que faz.  Ao ensinar, o professor também aprende e se atualiza todos os dias. Convive com alunos de diferentes faixas etárias e adquire mais experiência. O professor é uma ponte, ao mediar o conhecimento, ajuda a construir um mundo com pessoas conscientes; Ao ministrar as aulas, pode conquistar o respeito, a amizade e a admiração dos alunos para o  resto da vida.  Ser professor é uma missão árdua e difícil, mas também muito gratificante. Mesmo não tendo lugar de destaque na sociedade, o professor sendo mal remunerado, com longas horas de trabalho e pouco reconhecimento social, continua realizando seu trabalho, pois sem o educador seria impossível conceber a sociedade e sua contínua evolução cultural e científica. Afinal, todas as áreas do conhecimento humano dependem do professor para serem aprendidas com eficácia e colocadas em prática com competência e habilidade. Não são as máquinas, nem as antigas nem as modernas que formam as pessoas. Não são as construções maiores e mais arrojadas que desenharão o molde  das ações humanas. Os que professam na vida o amor ao outro, a transmissão de saberes e idéias, é que farão a diferença. Os alunos carecem de referenciais, de modelos, de ajuda, de auxílio e ali estão os mestres cumprindo o seu ofício. É verdade que há certo descaso de alguns que deveriam ensinar, mas não podemos julgar o todo pelas partes. O professor é o grande agente do processo educacional, diz o Dr. Gabriel Chalita, autor do livro "Educação - a solução está no afeto". E ele prossegue:
"A alma de qualquer instituição de ensino é o professor. Por mais que se invista na equipagem das escolas, em laboratórios, bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas, piscinas, campos de futebol - sem negar a importância de todo esse instrumental -, tudo isso não se configura mais do que aspectos materiais se comparados ao papel e à importância do professor."
A realidade do Professor
Alguns estudos sociológicos demonstram que algumas áreas profissionais vêm evoluindo socialmente, principalmente nas áreas biológicas (médicos, enfermeiros, biólogos), exatas (todas as engenharias, física, química) e humanas (advogados), mas a profissão que vem sofrendo, cada vez maior desgaste, é sem dúvida a do professor. No entanto sabemos que toda profissão se constrói em cima de uma identidade e esta, por sua vez, não é adquirida, não é uma propriedade e não é um produto, mas sim, um lugar de lutas e de conflitos, um espaço em construção de maneiras de ser e de estar na profissão. Dependente exclusivamente do momento social e histórico que se está vivendo e do reconhecimento da sociedade em que está inserida. Atualmente, é possível perceber que a profissão professor vem sofrendo uma terrível crise na sua identidade, isto é, na maneira de ser na profissão. Uma crise no ato de professar e que implica, entre outros problemas, na dificuldade de interação social dentro e fora da escola; no descontentamento pessoal do professor na realização das suas atividades e na descrença do seu papel social. No entanto entendemos que não há ensino de qualidade, nem reforma educativa, nem inovação pedagógica, sem uma adequada formação e participação de professores. Esta afirmação parece ser de uma banalidade a toda prova, mas, no entanto, vale a pena recordá-la mediante o fato de os professores estarem vivendo hoje, um momento de críticas e reprovações. Hoje o que se percebe é o menosprezo da profissão professor, que vive um sentimento chamado (universalmente) de "mal estar docente", devido a falta de identidade, fragilizados e sobrecarregados de tarefas e responsabilidades que lhe foram atribuídas pela sociedade. É fato que a profissão mudou nas últimas décadas, isto porque - Ensinar - não é mais visto como em 'tempos atrás', em que o trato entre a escola, os pais e o professor estava explícito o aluno aprende e o professor ensina! Hoje, o professor é percebido não somente como transmissor de conhecimentos, mas como o responsável pela construção da cidadania, o que favorece a consciência crítica e a reflexão da ordem social estabelecida, possibilitando a sua transformação. Portanto todos devem respeitar o professor. Porque qualquer profissional só alcança o alto grau (etapa) da sua profissão a partir dos primeiros passos e na subida do primeiro degrau. Sem dúvida, não estava lá sozinho, mas de mãos dadas com seu professor primário, da educação básica, ou seja, lá qual nome atribuído, no início da sua escolarização.
Pesquisa de campo realizada com os alunos

PESQUISA DE CAMPO
Sim
Não
Às vezes/Talvez
Nunca
1. Você seria professor de Port. Línguas e Lit.?
14
100
23
21
2. Você considera que o professor de Port. Línguas e Lit. seja considerado indispensável na sociedade?
117
22
10
8
3. Você acha que o professor recebe um salário justo?
5
92
38
22
4. Você dá o devido valor aos seus professores?
91
8
56
1
5. Você faria o curso de Letras?
19
80
39
20

Realizamos uma pesquisa de campo, com 157 alunos, nas cidades de Patos de Minas, Carmo do Parnaíba e João Pinheiro sobre o curso de Letras. Através da nossa pesquisa percebemos que, apesar de o Professor de Línguas e Literatura ser considerado pela maioria das pessoas indispensável na sociedade, essa mesma maioria nos diz que eles não seriam professores. Muitos concordaram que o salário de grande parte dos professores não é justo diante dos seus difíceis trabalhos. Percebemos também que a maioria dos alunos dá valor aos seus professores, mas que, infelizmente, ainda existem aqueles que às vezes se esquecem da importância desse profissional. Com essa pesquisa concluímos que, atualmente, quase ninguém deseja ser professor de Línguas e Literatura no futuro, embora algumas pessoas talvez fizessem o curso de Letras. Isso se dá devido ao fato de o salário não ser digno da profissão e também de o professor não ser valorizado/respeitado por todos.

Pesquisa de campo realizada com os professores

            O ensino de línguas e literatura é fundamental para qualquer profissional, porque todo conhecimento humano é transmitido através da linguagem. Para nós, acadêmicos do curso de letras isso é claro e notório e, ser professor foi uma escolha. Porém, observamos que há, entre nossos colegas universitários, um grande preconceito quanto ao exercício dessa profissão, que dirá de outros profissionais que almejam um futuro brilhante e glamoroso. Conscientes desse preconceito e depois de assistirmos algumas reportagens, fizemos um questionário objetivo que foi realizado com alunos do terceiro ano do ensino médio e com seus respectivos professores. Constatamos então,  que a grande maioria dos alunos não quer exercer essa profissão, já os professores, foram unânimes em admitir que escolheram essa área por gostarem do ensino de línguas, consideram que é uma profissão indispensável na sociedade, sentem-se realizados e respeitados em sala de aula, porém alguns relataram certo desdém da sociedade ao falarem de seu ofício, e que o salário poderia ser melhor, comparados a outros profissionais.


Todo professor, independente da disciplina, muitas vezes é olhado com certa indiferença em seu meio social. Acredito que as pessoas mais humildes são as que mais valorizam esse profissional. E todos sabem que é um profissional mal pago. Transcrição de um dos depoimentos da pesquisa.

Ser Professor



Ser professor
é professar a 
e a certeza de que tudo
terá valido a pena
se o aluno sentir-se feliz
pelo que aprendeu com você
e pelo que ele lhe ensinou...
Ser professor é consumir horas e horas
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...
Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e,
diante da reação da turma,
transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender.
Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.
Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo".
Ser professor é apontar caminhos,
mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés.



Conclusão

Atualmente quase ninguém deseja ser professor. Isso se dá por vários motivos que estão relacionados a três esferas: política, pois não há respeito pela profissão; econômica, pois os salários são baixíssimos; e social, pois o professor é visto como alguém que não conseguiu algo melhor.
Antigamente a profissão de professor era vista como as outras, sem preconceitos e julgamentos. Mas existiam diferenças, os professores tinham poder sobre o aluno, hoje os papeis se inverteram.
Hoje para se tornar um professor, é necessário cursar uma licenciatura. O que está cada vez menos concorrido, pois quase ninguém quer se tornar esse profissional, que é tão desprezado pela sociedade.

Trabalho realizado por alunos do curso de Letras 2012 UNIPAM. Líder: Angélica, Integrantes: Paula, Nelson, Rafaela, Nathielle, Telma.
CACO, Tito. Profissão, Abr. 2011.  Disponível em: <http://www.chegadessapatifaria.com.br/?p=243> Acesso em: abr. 2012.