“Conclusão”
Seu texto é uma unidade
de sentido. As partes que o compõem – introdução, desenvolvimento e conclusão –
devem estar conectadas, ratificando uma clara progressão da ideia. O último
parágrafo tem um importantíssimo papel nesse processo visto que é ele o
responsável pelo fechamento do raciocínio. Logo, a conclusão deve confirmar sua
estratégia de convencimento exposta ao longo da redação.
“E
agora? O que eu escrevo? Já falei tudo o que queria...”
Questões a serem discutidas em aula:
1) Qual o objetivo da conclusão?
Reafirmar sua tese, apresentar propostas de intervenção inovadoras e concluir o texto.
2) Quantos parágrafos deve ter a conclusão?
Um parágrafo.
3) Os parágrafos da redação devem ser
simétricos. O que significa isso? Quantas linhas é o ideal?
Significa que devem ter mais ou menos o mesmo tamanho. O ideal é de 4 a 7 linhas.
4) Qual é o primeiro passo ao criar o
parágrafo de introdução?
O primeiro passo é reafirmar sua tese na primeira frase do parágrafo de conclusão.
5) Posso acrescentar informações novas na
conclusão?
Não. De inovador, você só deve colocar as propostas de intervenção.
6) A elaboração de propostas de ação social é
um item indispensável quando se trata da redação do ENEM; quantas propostas de
intervenção devo elaborar?
Para uma melhor nota, no mínimo duas.
7) Como ‘nunca’ devo terminar minha conclusão?
Com reticências ou ponto de interrogação.
·
O uso de conectivos de valor conclusivo também
enrique uma conclusão. Conjunções, como “portanto”, “então”, “contudo”, “logo”,
por exemplo, são ferramentas importantes na hora de fechar o texto;
·
Evite construções do tipo “conclui-se que”,
“pode-se concluir”, “concluindo”, por exemplo. Isso torna seu discurso
redundante.
Não sabe como começar? Levantamento de frases-modelo para a conclusão
de um texto:
► Em virtude dos fatos mencionados… ► Por isso tudo… ► Levando-se em consideração
esses aspectos… ► Dessa
forma… ► Em vista dos
argumentos apresentados… ►
Dado o exposto… ► Tendo
em vista aspectos observados… ►
Levando-se em conta o que foi observado… ►
Em virtude do que foi mencionado… ►
Por todos, esses aspectos… ►
Pela observação dos aspectos analisados… ►
Portanto… / Logo…/ Então…/Assim… ►
Em face aos dados apresentados… Em face a essa realidade...
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Celular
rouba a atenção e oferece riscos para quem vive digitando - Hábito de checar o celular o
tempo todo transforma as pessoas em “mortos-vivos”, presos a um mundo paralelo
na palma da mão.
Nos dias de hoje, em praticamente qualquer cidade do
Brasil e do mundo é possível identificar uma legião que não consegue desgrudar
os olhos da tela do celular. Mesmo enquanto caminha por lugares bem
movimentados. O repórter Felipe Santana mostra que, em certas situações, esse
hábito pode representar um risco pra saúde.
A banda toca, a menina passa, o sinal abre, tem um poste, faixa de
pedestres, tem baiana, tem pagode, tem gente. Muita gente. Agora, tudo isso que está acontecendo na rua virou muito pouco pra
gente. A gente fica andando, olhando no celular, vendo as mensagens que
chegaram no passado, combinando o que vai acontecer no futuro. O presente é
muito pouco. Agora, todo o hábito que a gente adquire tem as suas
consequências.
Nós chamamos um fisioterapeuta pra ajudar a
identificar o chamado "pescoço de texto". O nome é porque a cabeça
fica abaixada quando você está digitando no celular. A cada hora que você
abaixa a cabeça pra ficar olhando no celular, é como se um peso de 25 kg
tivesse na sua nuca. O que faz com que seu pescoço fique se projetando cada vez
mais pra frente.
A segunda consequência é sobre o que
a gente vai falar agora. Vamos chamar esta segunda parte da reportagem de “A
ameaça zumbi”. Viramos mortos-vivos presos a um mundo paralelo na palma da mão.
Às vezes a gente não dá conta. Tem que parar um pouquinho pra digitar. “Porque
é difícil você ao mesmo tempo andar e digitar”, comenta um homem.
E atravessar a rua enquanto se vive
num mundo paralelo? Não parece perigoso? De repente, uma pessoa nos chama a
atenção ao lado de um carrinho de bebê, mas outra aparece do lado em disparada.
A gente vai atrás. Ela atravessa a rua olhando o celular. E quando já está na
segunda faixa de pedestres...
“Repórter: Você não fica com medo de atravessar
a rua olhando no celular? Maria Eduarda:
Não, porque eu vi que o carro estava longe. Repórter: Você consegue se concentrar em duas coisas ao mesmo
tempo? Maria Eduarda: Consigo.
Assim, eu olhei, vi que não vinha carro e aí eu atravessei e digitei.”
A Maria Eduarda acha que consegue se
concentrar em duas coisas ao mesmo tempo. Mas conversamos com uma das maiores
neurocientistas do Brasil. E olha o que ela disse. “A gente só consegue por
limitação intrínseca do cérebro prestar atenção em uma coisa de cada vez. O que
a gente consegue é alternar entre uma coisa e outra. Mas mesmo assim, a gente
só consegue alternar razoavelmente bem entre duas coisas. E ainda assim, a que
não é o foco da sua atenção naquele momento, o cérebro simplesmente não
registra. Você corre o risco de dar com a cara no poste, pisar na rua e ser atropelado,
bater e outras pessoas, é uma péssima ideia”, afirma a neurocientista UFRJ
Suzana Herculano-Houzel.
E a gente continuou seguindo a Maria
Eduarda. Ela vai alternando a atenção entre a rua e o celular. A Maria Eduarda
não anda e escreve, ela corre e escreve. A Maria Eduarda é bem treinada. “Repórter: Você acha que você consegue
perceber as outras coisas que se passam na rua falando assim? Maria Eduarda: Talvez não. Porque vocês
me seguiram com uma câmera desse tamanho e eu não percebi.” A Maria Eduarda não
percebeu. A mulher, andando no shopping, nos Estados Unidos, também não
percebeu que no caminho tinha uma piscina. E caiu.
E não é só andando na rua. Você não
vê em muitos outros lugares que a gente não está mais vivendo no presente? Você
já foi a um show em que estava todo mundo querendo só gravar? Você já viu um
pôr do sol em que todo mundo estava tirando foto? E se a gente parasse pra ver
a banda que toca, o sol que se põe, a menina que passa? Pra que a gente não
passe como mortos-vivos. Porque a vida passa. FONTE: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/09/celular-rouba-atencao-e-oferece-riscos-para-quem-vive-digitando.html
Fontes usadas para planejamento da aula: http://soumaisenem.com.br/portugues/dissertacao-argumentativa/o-paragrafo-de-conclusao
http://professordiegolucas.blogspot.com.br/2014/03/expressoes-para-iniciar-introducao.html
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