Espaço alunos

20 de setembro de 2015

Plano de aula Redação (Enem) - Conclusão

 “Conclusão”
Seu texto é uma unidade de sentido. As partes que o compõem – introdução, desenvolvimento e conclusão – devem estar conectadas, ratificando uma clara progressão da ideia. O último parágrafo tem um importantíssimo papel nesse processo visto que é ele o responsável pelo fechamento do raciocínio. Logo, a conclusão deve confirmar sua estratégia de convencimento exposta ao longo da redação.
“E agora? O que eu escrevo? Já falei tudo o que queria...”

Questões a serem discutidas em aula:
1)      Qual o objetivo da conclusão?
Reafirmar sua tese, apresentar propostas de intervenção inovadoras e concluir o texto.
2)      Quantos parágrafos deve ter a conclusão?
Um parágrafo.
3)      Os parágrafos da redação devem ser simétricos. O que significa isso? Quantas linhas é o ideal?
Significa que devem ter mais ou menos o mesmo tamanho. O ideal é de 4 a 7 linhas.
4)      Qual é o primeiro passo ao criar o parágrafo de introdução?
O primeiro passo é reafirmar sua tese na primeira frase do parágrafo de conclusão.
5)      Posso acrescentar informações novas na conclusão?
Não. De inovador, você só deve colocar as propostas de intervenção.
6)      A elaboração de propostas de ação social é um item indispensável quando se trata da redação do ENEM; quantas propostas de intervenção devo elaborar?
Para uma melhor nota, no mínimo duas.
7)      Como ‘nunca’ devo terminar minha conclusão?
Com reticências ou ponto de interrogação. 
·         O uso de conectivos de valor conclusivo também enrique uma conclusão. Conjunções, como “portanto”, “então”, “contudo”, “logo”, por exemplo, são ferramentas importantes na hora de fechar o texto;
·         Evite construções do tipo “conclui-se que”, “pode-se concluir”, “concluindo”, por exemplo. Isso torna seu discurso redundante.
Não sabe como começar? Levantamento de frases-modelo para a conclusão de um texto:
Em virtude dos fatos mencionados… Por isso tudo… Levando-se em consideração esses aspectos… Dessa forma… Em vista dos argumentos apresentados… Dado o exposto… Tendo em vista aspectos observados… Levando-se em conta o que foi observado… Em virtude do que foi mencionado… Por todos, esses aspectos… Pela observação dos aspectos analisados… Portanto… / Logo…/ Então…/Assim… Em face aos dados apresentados… Em face a essa realidade...

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Celular rouba a atenção e oferece riscos para quem vive digitando - Hábito de checar o celular o tempo todo transforma as pessoas em “mortos-vivos”, presos a um mundo paralelo na palma da mão.

            Nos dias de hoje, em praticamente qualquer cidade do Brasil e do mundo é possível identificar uma legião que não consegue desgrudar os olhos da tela do celular. Mesmo enquanto caminha por lugares bem movimentados. O repórter Felipe Santana mostra que, em certas situações, esse hábito pode representar um risco pra saúde. A banda toca, a menina passa, o sinal abre, tem um poste, faixa de pedestres, tem baiana, tem pagode, tem gente. Muita gente. Agora, tudo isso que está acontecendo na rua virou muito pouco pra gente. A gente fica andando, olhando no celular, vendo as mensagens que chegaram no passado, combinando o que vai acontecer no futuro. O presente é muito pouco. Agora, todo o hábito que a gente adquire tem as suas consequências.
            Nós chamamos um fisioterapeuta pra ajudar a identificar o chamado "pescoço de texto". O nome é porque a cabeça fica abaixada quando você está digitando no celular. A cada hora que você abaixa a cabeça pra ficar olhando no celular, é como se um peso de 25 kg tivesse na sua nuca. O que faz com que seu pescoço fique se projetando cada vez mais pra frente.
            A segunda consequência é sobre o que a gente vai falar agora. Vamos chamar esta segunda parte da reportagem de “A ameaça zumbi”. Viramos mortos-vivos presos a um mundo paralelo na palma da mão. Às vezes a gente não dá conta. Tem que parar um pouquinho pra digitar. “Porque é difícil você ao mesmo tempo andar e digitar”, comenta um homem.
            E atravessar a rua enquanto se vive num mundo paralelo? Não parece perigoso? De repente, uma pessoa nos chama a atenção ao lado de um carrinho de bebê, mas outra aparece do lado em disparada. A gente vai atrás. Ela atravessa a rua olhando o celular. E quando já está na segunda faixa de pedestres...
“Repórter: Você não fica com medo de atravessar a rua olhando no celular? Maria Eduarda: Não, porque eu vi que o carro estava longe. Repórter: Você consegue se concentrar em duas coisas ao mesmo tempo? Maria Eduarda: Consigo. Assim, eu olhei, vi que não vinha carro e aí eu atravessei e digitei.”
            A Maria Eduarda acha que consegue se concentrar em duas coisas ao mesmo tempo. Mas conversamos com uma das maiores neurocientistas do Brasil. E olha o que ela disse. “A gente só consegue por limitação intrínseca do cérebro prestar atenção em uma coisa de cada vez. O que a gente consegue é alternar entre uma coisa e outra. Mas mesmo assim, a gente só consegue alternar razoavelmente bem entre duas coisas. E ainda assim, a que não é o foco da sua atenção naquele momento, o cérebro simplesmente não registra. Você corre o risco de dar com a cara no poste, pisar na rua e ser atropelado, bater e outras pessoas, é uma péssima ideia”, afirma a neurocientista UFRJ Suzana Herculano-Houzel.
            E a gente continuou seguindo a Maria Eduarda. Ela vai alternando a atenção entre a rua e o celular. A Maria Eduarda não anda e escreve, ela corre e escreve. A Maria Eduarda é bem treinada. “Repórter: Você acha que você consegue perceber as outras coisas que se passam na rua falando assim? Maria Eduarda: Talvez não. Porque vocês me seguiram com uma câmera desse tamanho e eu não percebi.” A Maria Eduarda não percebeu. A mulher, andando no shopping, nos Estados Unidos, também não percebeu que no caminho tinha uma piscina. E caiu.

            E não é só andando na rua. Você não vê em muitos outros lugares que a gente não está mais vivendo no presente? Você já foi a um show em que estava todo mundo querendo só gravar? Você já viu um pôr do sol em que todo mundo estava tirando foto? E se a gente parasse pra ver a banda que toca, o sol que se põe, a menina que passa? Pra que a gente não passe como mortos-vivos. Porque a vida passa. FONTE: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/09/celular-rouba-atencao-e-oferece-riscos-para-quem-vive-digitando.html
Fontes usadas para planejamento da aula: http://soumaisenem.com.br/portugues/dissertacao-argumentativa/o-paragrafo-de-conclusao
http://professordiegolucas.blogspot.com.br/2014/03/expressoes-para-iniciar-introducao.html

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