De
acordo com Roch (2005), linguagem como representação do pensamento, corresponde
a imagem de um sujeito psicológico, individual. Esse sujeito constrói uma
representação mental e deseja que esta seja captada pelo interlocutor da mesma
maneira de como foi mentalizada.
Linguagem como código para comunicação:
De
acordo com Travaglia (1998), essa concepção vê a linguagem como instrumento de
comunicação, por meio dela, a língua é vista como código (um conjunto de signos
que se combinam segundo regras). Assim, no ato de comunicação considerando o
emissor e receptor, ambos deveriam dominar o código para que a comunicação seja
efetivada. Koch (2000) esclarece que a linguagem vista enquanto um código,
objetiva apenas a transmissão de informação.
Linguagem como forma de ação e interação:
Neste
tipo de compreensão, a linguagem é vista como atividade de interação humana e
por intermédio dela os indivíduos praticam ações, que envolvem tanto fala
quanto escrita, considerando o contexto sócio-histórico e ideológico que estão
envolvidos no ato comunicativo, como disse Bakhtin:
“todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão sempre relacionadas com a utilização da língua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana, o que não contradiz a unidade nacional de uma língua. (BAKHTIN, 1953/4)".
“todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão sempre relacionadas com a utilização da língua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana, o que não contradiz a unidade nacional de uma língua. (BAKHTIN, 1953/4)".
