“Dom
Quixote e o problema da realidade” é um artigo escrito
por Alfred Schütz, publicado no livro ‘Teoria
da Literatura em suas fontes’, que compõe um modelo de crítica sociológica.
O autor
inicia o artigo com a seguinte pergunta: “Sob que circunstâncias consideramos
as coisas como sendo reais?” É um questionamento feito Wiliam James, um
filósofo, em seu livro “Princípios de Psicologia”. De acordo com Wiliam James
toda distinção entre real e irreal, sempre se baseia em dois fatores mentais, primeiro,
que somos propícios a pensar de modo diferente sobre o mesmo objeto. Segundo,
que, quando o fazemos, podemos escolher qual o modo de pensar a que queremos
aderir e qual ignorar.
Existe um
número considerável de diferentes ordens da realidade, às quais Wiliam chama de
“subuniversos”. Entre eles,
encontra-se o mundo dos sentidos ou das “coisas físicas”; o mundo da ciência;
das relações ideais; dos mundos sobrenaturais, tais como céu e o inferno
cristãos; os numerosos mundos da opinião individual, e finalmente os mundos da
pura ociosidade e loucura. Cada um desses mundos, enquanto desperta nossa atenção, é
real ao seu próprio modo. Ele afirma que a origem e a fonte de toda realidade,
sempre está, em nós mesmos.
O objetivo
do texto é analisar o problema da realidade na obra de Dom Quixote, de Miguel
de Cervantes. Apresentar a tese de que o romance de Cervantes trata sistemática
e exatamente do problema das múltiplas realidades. Mostrando isso com alguns
exemplos de passagens da obra.
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