Bastou o tempo de um suspiro... e ele se foi.
A notícia de sua chegada foi empolgante, seu irmão sorriu, gritou, parecia flutuante! A amiga se emocionou, já chorou de ver aquela alegria.
E aí as semanas foram se passando, ele foi se apresentando e ficou todo a mostra...
Que gracinha, que lindinha, ela toda pequenina, mas com força de um dragão, ia levando a vida... encantada e cheia de gratidão.
O coração acelerava a medida que o tempo ia passando... quarto rosa ou azul? Não importava qual seria o tom, já era amado e presentinhos iam começar a ser guardados como tesouros em um baú.
Mas sem porquê, sem saber, sem querer, sem entender, sem crer, sem circunstância... Ele não resolveu ficar. Se deu por satisfeito do tempo que se anunciou! Aquela imensidão de amor bastou! Foi suficiente o ar de sua graça! Ele era bom demais para viver entre nós. Foi ser essencial no reino dos céus. Subiu teimoso, sem avisar... Puxou o irmão, bem arteiro!
A notícia aos demais não veio a calhar, assustou, desabou, fez cair chuva no final de semana escuro e pacato... Que chato, que desacato, que desalento, que brincadeira sem graça, que injustificável... No início foi só solidão, vazio, dor no fundo do coração.
Teria então um grande vilão? Ou seria um vacilo do destino... Ou quem sabe: proteção. Veio a calma, serenidade, confiança e perseverança. Descrever nosso destino é tarefa dispensável, já que corre o grande boato de que ele já está predeterminado. Encontrar a solução, pode ser tarefa em vão... Saber da resposta, pode não depender do agora... Andar com fé é opção a se seguir, fica mais fácil agora... Com um verdadeiro anjo no céu a existir!
