16 de dezembro de 2012
4 de dezembro de 2012
Resumo:Obra:Questões de Arte,Cristina Costa
Obra: Questões de Arte, a natureza do belo, da percepção e do prazer
estético. Cristina Costa.
Uma das características mais importantes da
arte é a emoção e o prazer que ela desperta. Chama-se prazer estético aquele
que resulta da sua composição e harmonia, é apreciado através da contemplação
ou fruição.
A beleza que caracteriza a obra de arte deve
vir de dentro de um observador, sob a forma de uma entrega ou fruição
emocionada. Ela depende da habilidade do artista em expressar uma idéia e em
nos despertar a emoção própria da beleza. Pode ser transmitida, por exemplo,
com imagens fortes e até desagradáveis em sua aparência. Exemplo: Quando a autora
do livro Questões da Arte cita que quando pequena, considerou uma imagem do
jornal de seu pai como feia, e com o tempo, depois de experiências e
aprendizados ela se tornou sensível à emoção que a imagem transmitia. Os objetos artísticos para serem percebidos
como arte e apreciados esteticamente, têm que, de alguma forma, fazer parte do
universo cultural de quem os percebe e os aprecia. Exemplo: Quando Steve
Fossett tentava dar a volta ao mundo em um balão, acabou tendo que pousar, sem
combustível, em um pequeno povoado da Índia. Os habitantes que jamais tinham
visto um balão e não falavam inglês, pensaram que aquele objeto colorido e com
luzes era um templo religioso enviado pelos deuses. Para sentir emoção é preciso que a obra
artística tenha a ver com sua sensibilidade. Esta depende da idade, da cultura
e de tudo que diferencia uma pessoa da outra. A beleza vem da emoção que temos diante de
uma obra de arte quando percebemos o que o artista tenta transmitir.
Para continuar lendo o resumo da obra, clique em mais informações:
21 de novembro de 2012
Adaptação do livro Dom Quixote capítulo 6
Autor: Miguel de
Cervantes
Coleção: É só o Começo
Editora: Newtec Editores
Ano: 2009
Capítulo 6
A limpeza que o padre e o barbeiro fizeram na
biblioteca de Dom Quixote
Achando que a
loucura de Dom Quixote vinha da leitura daqueles livros sobre cavalaria que ele
tinha em casa, o padre e o barbeiro decidiram, com o apoio da sobrinha e da
empregada, dar um fim naqueles livros e erguer uma parede onde ficava a porta
da biblioteca, de maneira que Dom Quixote não pudesse mais encontrar nem os
livros, nem a biblioteca, quando acordasse. E assim fizeram. O padre e o
barbeiro, depois de escolherem alguns livros que pareciam mais bem escritos e
menos perigosos para a saúde mental, atiraram os outros no pátio, onde a
empregada esperava para fazer com eles uma grande fogueira. Depois disso, como
já tinham planejado, mandaram construir uma parede na entrada da biblioteca.
Terminado o serviço, foi como se a peça da casa com os livros nunca tivesse
existido.
1.Ação ou enredo: A loucura de
Dom Quixote vinha dos livros de cavalaria, acreditando nisso, o padre e o
barbeiro fizeram uma limpeza na biblioteca, terminado o serviço, foi como se os
livros nunca tivessem existido.
2.Tempo: A ação tem
aproximadamente duração de dois dias, é cronológico.
3.Espaço: Tudo ocorre na
biblioteca.
4.Personagens: Padre: tinha
uma fé cristã muito forte e era conhecido como padre-cura. Barbeiro: tinha esse
apelido por sua profissão, apoiava a ação do padre. Sobrinha: era a sobrinha de
Dom Quixote, morava na casa dele. Empregada: a ama da casa de Dom Quixote. Dom
Quixote: protagonista, o engenhoso fidalgo, apaixonado pelos livros de
cavalaria. São todos personagens diretos, que não mudam ao longo da história.
5.Foco narrativo: Na terceira
pessoa que é o narrador onisciente.
6.Recurso técnico: descrição.
Escrito por: Angélica Pereira
Escrito por: Angélica Pereira
14 de outubro de 2012
Aprendizagem
Aprendizagem é um processo em que
ocorre uma mudança de comportamento. Ela pode ocorrer através de experiências
emocionais, neurológicas, relacionais e ambientais. Aprendemos algo a partir da
interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. No processo de
aprendizagem dos alunos, o conhecimento é construído e reconstruído
continuamente. O professor interfere na aprendizagem a partir do momento em que
“tira” o seu aluno do “conforto”, assim ele irá procurar novas maneiras de
voltar à comodidade e, enquanto isso for acontecendo, ele estará mudando sua
maneira de se comportar, ou seja, estará no processo de aprendizagem.
Os professores ensinam as matérias
para os seus alunos e desejam que o seu ensinamento seja produtivo. Aprender é
muito mais do que apenas decorar, é agir e construir seus próprios
conhecimentos, é transformar e interagir com o mundo.
Os professores são muito importantes
no processo de aprendizagem, eles ensinam o seu aluno a aprender. Para isso,
ele precisa conhecer seu aluno e a realidade em que ele vive. Precisa dominar o
conteúdo que quer transmitir e passar aos alunos a relação entre a realidade e
aprendizagem.
Antigamente, os professores somente
transmitiam informações e relatos sobre determinado conteúdo e isso era
considerado aprendizagem.
Atualmente os professores têm uma
nova forma de aprendizagem, transmitem seus conhecimentos de diversas formas
interativas e fazem um confronto entre o aluno e a realidade.
Ser professor é uma tarefa muito
importante, porém não é uma tarefa tão difícil quanto parece, é apenas fazer
com que seus alunos tenham a habilidade em compreender, classificar,
diferenciar, compartilhar e usufruir corretamente dos conhecimentos que
adquire.
Angélica Pereira
9 de outubro de 2012
Filme: O senhor das moscas - Harry Hook
Uma vez que existe um líder por escolha da maioria e este tenta
tomar as decisões que sejam melhores para todos, podemos relacionar Ralph à
democracia, ao governo, à ordem e à responsabilidade. Em meio à sociedade e em
meio ao processo civilizatório existe uma democracia baseada em que, a
civilização é governada por um líder, o que é retratado no filme.
O
filme mostra que leis e regras,
políticas e outras formas de autoridade são necessárias para controlar e tentar
conter o impulso naturalmente humano para a violência e a crueldade. Quando
estas instituições falham ou são desprezadas – é o que a partir de certa altura
acontece no filme com o roubo do poder por Jack e o seu grupo de caçadores - o
lado negro do ser humano emerge e os seus comportamentos assumem formas
selvagens e destrutivas. Por isso, concluímos que as leis e as regras são
fundamentais para que a civilização viva em harmonia e tenha limites.
O
filme nós mostra que mesmo em condições ambientais mais propícias – estamos num
mundo desconhecido e ameaçador, precisamos de união para enfrentar desafios – não é
suficiente usar da crueldade, a violência e a subjugação dos outros para
resolver problemas e conflitos. Isso é representado quando numa ilha deserta,
apesar de tentativas iniciais de organização civilizada dos comportamentos, a
luta pela supremacia depressa se instalou e o desrespeito pelas normas e regras
conduziu à desintegração da civilização.
No
processo civilizatório é importante estabelecer prioridades. Podemos dizer que
o mundo de Jack e o de Ralph se distinguem com base nas prioridades – no que
consideram prioritário ou mais importante – e na forma como interagem com os
membros do grupo. Ralph oferece aos membros do grupo a possibilidade de
discutir as decisões, de participar no desenvolvimento da sociedade que estão a
construir. Ralph acredita que como prioridade deve-se manter o fogo aceso e que
os rapazes se organizem a partir desse princípio. E Jack defende que em torno
do princípio da sobrevivência caçar é bem mais importante do que manter o fogo
aceso. Ele oferece aos membros do grupo comida e segurança como princípios
fundamentais.
Os sobreviventes retidos na ilha dividiram tarefas entre si,
estabeleceram objetivos, mas nem todos os elementos do grupo possuem a mesma
motivação. Alguns não estão dispostos a aceitar as regras do jogo, mesmo que o
que esteja em causa seja a sobrevivência. Um dos rapazes propõe que se dediquem
apenas à caça e às brincadeiras, apresentando aos seus companheiros soluções
fáceis e de satisfação imediata. Recusa participar nos trabalhos rotineiros que
caberiam a todos os estudantes. Desfaz-se a união entre os colegas e alguns
seguem o rebelde.
O mito surge em determinado momento do filme da necessidade do ser
humano ter algo que lhe remete poderes e da necessidade de acreditar em algo
sobrenatural que explique a vida e o mundo. Todas as civilizações (evoluídas ou
primatas) tiveram e têm ainda seus mitos. Ele
surge como uma narrativa duma "criação". Conta como qualquer coisa
foi produzida, isto é, começou a ser.
O mito mobiliza a coletividade a uma ação desejada servindo como
um padrão ideal de comportamento, ou seja, imitável e ao mesmo tempo
inatingível. Para estabelecer e manter o vínculo a organização utiliza um
discurso mítico, que, visa à fascinação, ao enfeitiçamento, daqueles que o
escutam.Existir no mito significa aceitar viver em comunidade, partilhar
os fantasmas e confrontar-se com os representantes das pulsões. Sem o mito
seria impossível viver em sociedade, no entanto, viver no mito é refugiar-se no
calor da comunidade, da ilusão comunicada, da idealização mistificadora, da
alienação consentida.
Dado que o processo de socialização começa muito cedo, e age
continuamente sobre os indivíduos, vemos no filme indicações de práticas sociais presentes em todas as sociedades, como
as histórias contadas em roda como uma forma de transmissão de conhecimento,
jogos e brincadeiras auxiliando no aprendizado, ou rituais de pintura do corpo
e utilização de adereços corporais para diferenciação do grupo. Aos poucos
notamos também a presença de elementos
individuais, como a preocupação de Ralph com os demais – por vezes impondo
rigidez ao comportamento dos outros – já Piggy é extremamente centrado, mais
humano e racional; Jack
simboliza muitos daqueles que querem se divertir,
sem tanto compromisso com os deveres, empurrando os mesmos até que a situação
torne-se insustentável.
O filme trata
da descoberta do mal que existe no coração do ser humano. Independentemente da
idade e do meio onde o ser humano viva, o mal surge como algo natural. Apesar de terem recebido fina educação
inglesa, os rapazes regridem para a pura selvajaria, criando ritos e
sacrifícios, desrespeitando as "leis" por eles mesmos instituídas até
culminar no assassinato e na perseguição encarniçada aos opositores. O mundo
externo com as suas ameaças unicamente permite a descoberta do mal e da
crueldade que existe em cada um de nós. Sempre presente sob forma latente,
esperando por uma oportunidade para se manifestar, o impulso para o mal, a
crueldade e a destruição, é algo que só precisa que sujam conflitos de
interesses, rivalidades e invejas para se soltar e desfazer laços sociais
civilizados. Assim o ser humano
pode ser comparado a um bicho, um ser irracional que age sem pensar nas
consequencias de seus atos.
Análise de Angélica Pereira e Paula Boaventura.
Gabriela, cravo e canela
Obra: Gabriela, Cravo e Canela
Autor: Jorge Amado
O autor escreveu Gabriela, cravo e canela
em 1958, essa obra se caracterizou pelo humor e a racionalidade dos textos. O
autor conta sobre política, erotismo e vários fatos que envolve a sociedade. O
sucesso do livro foi tanto, que após Gabriela, Jorge Amado foi eleito para a
Academia de letras. A obra que escolhi tem a edição: 53, a editora: RECORD e
esse romance foi publicado em 1958 com 358 páginas.
O livro tem como introdução a apresentação do Mundinho
Falcão e Nacib. Acontece então a exposição dos fatos a partir de Mundinho, que
é o moço que se muda para Ilhéus e quer acelerar o desenvolvimento da cidade, e
para isso, ele tem que enfrentar vários coronéis, principalmente o mais forte
que é Ramiro Bastos. E Nacib que é um sírio, dono do bar mais famoso da cidade,
onde um dia em que teria que servir um jantar importante, sua cozinheira resolve
ir embora para morar com seu filho, e ele sai as pressas em busca de uma nova
cozinheira.
O desenvolvimento do conflito ocorre quando aparece
Gabriela, que migra do sertão, fugindo da seca junto com seu tio, e chega a
Ilhéus em busca de um emprego. Nacib que já estava a procurar uma cozinheira
encontra Gabriela no porto e a contrata. Porém, Gabriela não foi somente uma
cozinheira, passou a dormir com Nacib todas as noites como sua mulher.
O momento culminante da Narrativa é quando Jorge Amado
com seus vários personagens (prostitutas, coronéis, adúlteras, jovens), dá
inicio aos acontecimentos marcantes e conflituosos de cada um. Malvina é uma
moça do colégio de freiras que se apaixona por Josué, eles acabam fugindo, mas
são pegos e a jovem é internada em um colégio fora de Ilhéus. Outra história é
o caso do dentista Osmundo Pimentel, que se apaixona e tem um romance com Dona
Sinhazinha (que é casada), na cidade imperava uma lei em que os homens que eram
traídos deveriam lavar sua honra, e assim aconteceu, o casal foi morto pelo
coronel traído. Gabriela e Nacib se casam oficialmente.
Ao final da narrativa, acontece o progresso da cidade
de Ilhéus, e o regime coronelista acaba. O coronel Jesuino Mendonça é levado a
júri acusado de matar sua esposa e o cirurgião dentista a tiros. Gabriela é
flagrada traindo Nacib com Tonico Bastos, o padrinho do casamento deles. Porém
o casal não é morto, somente levam uma surra e o casamento é anulado. Com o
passar dos dias, Nacib precisa de sua cozinheira de volta, e a contrata para
trabalhar e ficar apenas no bar. Mas ele não resiste e termino esse resumo com
um trecho do livro sobre o fim da história de Nacib e Gabriela: ‘[...] renasce
a chama do amor de uma brasa dormida nas cinzas do peito. ’
Gabriela e Sr.
Nacib são os protagonistas desse
romance. São personagens esféricos. Gabriela é uma moça animada, muito linda,
que atrai os olhares dos homens, e que esta sempre disposta a tudo, não gosta e
nunca se acostuma com a idéia de ser presa, gosta de ser livre em todos os
lugares. Nacib é o dono de um bar, em
que as pessoas mais importantes da região se encontram lá (O bar do Vesúvio).
De acordo com o livro ele era alto, gordo, com muito cabelo e bigode. Nasceu na
Síria e foi o primeiro homem a se interessar por Gabriela, tendo com ela um
romance.
Tonico
Bastos é filho do coronel Ramiro e
era muito assanhado e conquistador. É o antagonista da história. É um moço que
estava sempre despreocupado e bem vestido. Foi ele que conseguiu conquistar a
Gabriela por um tempo e acabou com o casamento dela.
Entre os outros personagens que se envolvem nesse
romance, vou citar as irmãs dos Reis, que se chamavam Quinquina e Florzinha,
elas construíam presépios e eram fofoqueiras. A Malvina que era uma menina que obedecia às ordens dos pais, mas
também era a única moça que tinha coragem de exigir seus direitos e acabou
fugindo pra não se casar com quem não amava. A Filomena que era a empregada de Nacib e a melhor conselheira de
Gabriela.
Pelo lado da política envolvida na obra, existem
vários personagens, como Mundinho Falcão
que era o símbolo do progresso e seus seguidores: Capitão Miguel Batista, o
russo Jacob, Moacir Estrela e Padre Basílio. Coronel Ramiro Bastos que era o morador mais antigo de Ilhéus e se
sentia em constante poder. Existem vários outros personagens que aparecem na
história, mas não vou citar todos porque são vários casos e acontecimentos que
se encaixam na história, mas que, não são de total importância.
A história desse livro é simples, acontece
na sociedade da cidade de Ilhéus, com questões financeiras, crimes necessários
pela visão dos homens e coronéis da cidade, uma história de amor bem humorada e
os costumes da cidade. Interessei-me pela obra, quando começou a passar na
rede Globo, a novela Gabriela, que é a segunda reprodução da obra. Se já esta
passando pela segunda vez, com certeza seria boa. Mas, me deparei com uma
história um pouco diferente. Na novela atual, existem personagens que não estão
na obra de Jorge Amado, os acontecimentos estão totalmente fora de ordem de
acordo com o livro, e as características dos personagens são diferentes. O que
aconteceu é que gostei muito mais do livro, e me interessei pelas outras obras
de Jorge. A conexão que ele estabelece com suas palavras simples e originais do
povo de Ilhéus, nós envolve a uma leitura muito agradável do seu livro.
Resumo/Síntese de Angélica Pereira
25 de setembro de 2012
RESUMO "O que é arte" Jorge Coli
Seguem
alguns trechos importantes do livro ‘ O que é arte?’
“Dizer o que é arte é uma coisa difícil.
(...) Se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são
divergentes, contraditórias, além de freqüentemente se pretenderem exclusivas,
propondo-se como solução única. (...) Tantas e tão diferentes são as concepções
sobre a natureza da arte. Entretanto se pedirmos a qualquer pessoa que possua
um mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos de obras de arte
ou de artistas, ficaremos certamente satisfeitos.” (p. 7)
“Arte são certas manifestações da
atividade humana diante das quais nosso sentimento é admirativo. (...) Se não
conseguimos saber o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas correspondem
a essa idéia e como devemos nos comportar diante delas.” (p. 8)
(Para continuar lendo o resumo, clique em 'Mais informações')
"A partida do trem" Clarice Lispector
A partida era na Central com seu relógio enorme, o maior do mundo. Marcava seis horas da manhã. Ângela Pralini pagou o táxi e pegou sua pequena valise. Dona Maria Rita Alvarenga Chagas Souza Melo desceu do Opala da filha e encaminharam-se para os trilhos. A velha bem vestida e com jóias. Das rugas que a disfarçavam saía a forma pura de um nariz perdido na idade, e de uma boca que outrora devia ter sido cheia e sensível. Mas que importa. Chega-se a um certo ponto—e o que foi não importa. Começa uma nova raça. Uma velha não pode comunicar-se. Recebeu o beijo gelado de sua filha que foi embora antes do trem partir. Ajudara-a antes a subir no vagão. Sem que neste houvesse um centro, ela se colocara do lado. Quando a locomotiva se pôs em movimento, surpreendeu-se um pouco: não esperava que o trem seguisse nessa direção e sentara-se de costas para o caminho.
Ângela Pralini percebeu-lhe o movimento e perguntou-lhe:
—A senhora deseja trocar de lugar comigo?
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24 de setembro de 2012
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea
para tomar um café junto ao balcão. Na
realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta.
Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do
pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher
da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao
circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante
de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me
simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo
a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso
do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último
poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar
fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. Ao fundo do
botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de
mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção
de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de
seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se
instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os
olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno
à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém,
que se preparam para algo mais que matar a fome. Passo a observá-los. O pai,
depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o
garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de
bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa,
como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve concentrado, o pedido do
homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os
lados, a assegurar da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom
encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo
com a mão, larga-o no pratinho -- um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma
pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a
garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não
começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um
discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira
qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha
aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. São três velinhas
brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E
enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a
um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força,
apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada,
cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretas: "parabéns pra
você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a
guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos
sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura --
ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo.
O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente
do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram,
ele se perturba, constrangido -- vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba
sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu queria minha última
crônica: que fosse pura como esse sorriso.
Livro: "A Companheira de viagem"
Autor: Fernando Tavares Sabino
Editora: RECORD
Ano: 1965
O autor afirma que sua última crônica
teria que ser assim, pura como o sorriso do pai. Ao final, o negro, que de
início estava acanhado, encontra o olhar do autor, o sustenta e emite um
sorriso. O que há de bom no ser humano surge, representado pela pureza desse
sorriso.
Fernando Sabino passa para os
leitores a mensagem de que olhando para fora de si, vários eventos ocorrem
cotidianamente e deles podemos extrair características e formular lições de
vida através de pequenos gestos.
Essa idéia pode se concretizar através da simplicidade
descrita pelo autor, referente à família de negros, como as três básicas velas
brancas, a comemoração dentro de um botequim, o bolo simples e amarelado, e a filhinha
arrumada dentre suas vestimentas pobres.
Postagem de Angélica Pereira
7 de setembro de 2012
"Nunca estarei completamente sozinha se existir um bloco de notas virtual ao meu lado, ou apenas, lápis e um pedaço qualquer de papel; Todos sentem a necessidade de desabafar, ou apenas falar. Mas poucos encontram um alguem para ouvir e aconselhar; Escrever é o modo mais seguro de dizer o que se tem a dizer, e ser sincero com a espontaneidade das próprias palavras, o papel não critica, não ri, não humilha, não decepciona, apenas transmite o conforto do desabafo na sua quietude e serenidade de ser seu finito ser."Trecho de Angélica Pereira
4 de setembro de 2012
Poeminha do contra
atravancando meu caminho,
Eles passarão,
Eu passarinho.
Poema de Mario Quintana, o que ele diz sobre 'efeito de sentido' é expresso claramente em 'eles passarão' (que representa um sentimento de mágoa, representa as pessoas que não o aceitaram na Academia Brasileira de Letras, quando ele foi indicado pela terceira vez), e ele, feliz como um 'passarinho' continuaria dando seus vôos artísticos.
Postagem escrita por Angélica Pereira
31 de agosto de 2012
Mito da caverna
Imagine uma caverna subterrânea, onde por muito tempo, vive pessoas que estão ali desde a infância, pessoas que foram aprisionadas.
Estes seres humanos só podiam olhar para frente, pois seus pescoços e pernas estavam algemados de forma tão cruel, que quase não podiam se mover.
Como as pessoas ficavam sentadas de costas para a entrada da caverna, podiam ver ao fundo da mesma, sombras do que se passava do lado de fora, onde os homens livres deixavam acesa uma fogueira, viam assim, sombras de homens em movimento e estatuetas sendo carregadas.
Pelas sombrias paredes da caverna, também ecoavam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, chegavam a conclusão de que as vozes viriam das sombras. Assim, julgavam que as sombras eram a realidade do mundo lá fora.
Um dia, um dos prisioneiros conseguiu fugir, conseguiu enfim se libertar. Aos poucos foi se movendo com medo e curiosidade para a saída da caverna, em primeiro instante ficou cego pela luz forte do sol e depois pôde descobrir que as sombras do que se movia, eram homens como eles, descobriu todo o mundo e a natureza que havia ali.
Então este prisioneiro que agora teria descoberto que foi enganado, e era entre os outros, o que sabia da verdade, teria que decidir se voltaria a caverna, e contaria a realidade para os antigos companheiros, porém, segundo Platão, correria sérios riscos de ser ignorado ou até agarrado e morto por eles, já que o tomariam como louco e inventor de mentiras.
Com este mito, Platão divide o mundo em duas realidades : a sensível e a inteligível. Atualmente muitas pessoas vivem em 'cavernas' onde acreditam que estão em meio a realidade absoluta. Mas, é preciso procurar o mundo da verdade para que se consiga atingir o bem maior para sua vida.
Escrito por: Angélica Pereira
Estes seres humanos só podiam olhar para frente, pois seus pescoços e pernas estavam algemados de forma tão cruel, que quase não podiam se mover.
Como as pessoas ficavam sentadas de costas para a entrada da caverna, podiam ver ao fundo da mesma, sombras do que se passava do lado de fora, onde os homens livres deixavam acesa uma fogueira, viam assim, sombras de homens em movimento e estatuetas sendo carregadas.
Pelas sombrias paredes da caverna, também ecoavam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, chegavam a conclusão de que as vozes viriam das sombras. Assim, julgavam que as sombras eram a realidade do mundo lá fora.
Um dia, um dos prisioneiros conseguiu fugir, conseguiu enfim se libertar. Aos poucos foi se movendo com medo e curiosidade para a saída da caverna, em primeiro instante ficou cego pela luz forte do sol e depois pôde descobrir que as sombras do que se movia, eram homens como eles, descobriu todo o mundo e a natureza que havia ali.
Então este prisioneiro que agora teria descoberto que foi enganado, e era entre os outros, o que sabia da verdade, teria que decidir se voltaria a caverna, e contaria a realidade para os antigos companheiros, porém, segundo Platão, correria sérios riscos de ser ignorado ou até agarrado e morto por eles, já que o tomariam como louco e inventor de mentiras.
Com este mito, Platão divide o mundo em duas realidades : a sensível e a inteligível. Atualmente muitas pessoas vivem em 'cavernas' onde acreditam que estão em meio a realidade absoluta. Mas, é preciso procurar o mundo da verdade para que se consiga atingir o bem maior para sua vida.
Escrito por: Angélica Pereira
29 de agosto de 2012
Guernica
Pablo Picasso estava morando em Paris, quando ficou sabendo do ocorrido através de jornais, achou o fato desumano e brutal e supõe-se que daí tenha saído a inspiração para o quadro.
No, la pintura no está hecha para decorar las habitaciones. Es un instrumento de guerra ofensivo y defensivo contra el enemigo. ("Não, a pintura não está feita para decorar casas. Ela é uma arma de ataque e defesa contra o inimigo.") |
— Pablo Picasso, sobre Guernica
|
Venha Ver o Pôr-do-Sol
Ela subiu sem pressa a tortuosa ladeira. À medida que avançava, as casas iam rareando, modestas casas espalhadas sem simetria e ilhadas em terrenos baldios. No meio da rua sem calçamento, coberta aqui e ali por um mato rasteiro, algumas crianças brincavam de roda. A débil cantiga infantil era a única nota viva na quietude da tarde.Ele a esperava encostado a uma árvore. Esguio e magro, metido num largo blusão azul-marinho, cabelos crescidos e desalinhados, tinham um jeito jovial de estudante.- Minha querida Raquel.Ela encarou-o, séria. E olhou para os próprios sapatos.- Vejam que lama. Só mesmo você inventaria um encontro num lugar destes. Que idéia, Ricardo, que idéia! Tive que descer do taxi lá longe, jamais ele chegaria aqui em cimaEle sorriu entre malicioso e ingênuo.- Jamais, não é? Pensei que viesse vestida esportivamente e agora me aparece nessa elegância...Quando você andava comigo, usava uns sapatões de sete-léguas, lembra?- Foi para falar sobre isso que você me fez
16 de agosto de 2012
9 de agosto de 2012
"Tudo que é sólido desmancha no ar"
24 de julho de 2012
18 de julho de 2012
Atire a primeira pedra.
'Joe e Constantine se conheceram no Vietnã, e desde lá desenvolveram uma sólida amizade. Constantine, conhecido como Pregador, tem em mente espalhar a palavra de Deus pelo mundo e assim salvar várias almas. Mas sua visão é um tanto dúbia, e ele faz coisas que tenho certeza não estão em nenhum evangelho. É certo que ele prega a paz e é contra a violência, salvo para se defender e defender aqueles em que confia e confiam nele. Dono de uma boa lábia e de uma presença de palco marcante conhece Randle, um milionário que deseja unificar a América com o poder da religião. Juntos constroem uma mega Igreja, mas começam a se desentender, pois Randle visa só o lucro, além de ter preconceitos bem arregaidos, e o Pregador apesar de usufruir deste dinheiro e algumas atitudes suas não serem assim “tão religiosas”, ele no fundo acredita no amor de Deus e que todos somos iguais. Com uma idéia decisiva para o avanço de sua religião e a certeza que com isso pode realmente salvar várias almas, Pregador idealiza o que seria o “Dia da Cruzada”, onde milhões de pessoas seriam unidas e conectadas ao mesmo tempo pela religião e pelo amor em Cristo, e para Randle é apenas mais uma boa forma de aumentar seus milhões. Mas no fundo, o “Dia da Cruzada” é mais do que isso, é sim o dia decisivo para ambos mostrarem sua verdadeira face.Esta é uma história onde vemos claramente como a fé pode ser facilmente manipulada e usada conforme a necessidade de cada um.'
2 de julho de 2012
27 de junho de 2012
Inclusão e exclusão digital em meio a educação
Inclusão e
Exclusão Digital
Antes de chegar ao conceito de inclusão e exclusão social, deve-se ressaltar
que a pobreza não é um fenômeno isolado. A maneira como ela é definida e
percebida depende do nível de desenvolvimento cultural, tecnológico e político
de cada sociedade. A introdução de novos produtos, que passam a ser indicativos
de uma condição de vida “civilizada” (seja telefone, eletricidade, geladeira,
rádio ou TV), aumenta o patamar abaixo do qual uma pessoa ou família é
considerada pobre.
A citação
a seguir m ostra uma vertente da questão de inclusão como algo mais amplo: “Vivemos em um mundo de opulência sem
precedentes. O regime democrático e participativo tornou-se o modelo
preeminente de organização política. Os conceitos de direitos humanos e
liberdade política hoje são parte da retórica prevalecente. As pessoas vivem,
em média, muito mais tempo e as regiões do globo estão mais estreitamente
ligadas nos campos das trocas e também quanto aidéias e ideais. Entretanto,
vivemos igualmente em um mundo de privação e opressão extraordinárias no qual
persistem a pobreza e necessidades essenciais não satisfeitas, fome, violação
de liberdades, negligência para com as mulheres, e graves ameaças ao meio
ambiente, tanto em países ricos, como em países pobres. Superar esses problemas
é parte central do processo de desenvolvimento.” (SEN, 2000,pp.9-10).
A
exclusão digital se diz respeito às conseqüências sociais, econômicas e
culturais da distribuição desigual do acesso a computadores e Internet. Antes,
excluía destes parâmetros acesso à telefonia. Embora pertença ao mesmo grupo de
produtos de tecnologia avançada, até por compartilhar a mesma infra-estrutura,
sob uma perspectiva sociológica, realmente o telefone possui características
bem diferentes dos demais: é parte da família de produtos “inclusivos para
analfabetos” — que podem ser utilizados por pessoas tecnicamente sem nenhuma
escolaridade —, enquanto os computadores e a Internet exigem um grau mínimo de
instrução. Mas com a evolução do sistema de telefonia, vendo pela perspectiva do
celular, pode-se considerar este termo ultrapassado, pois hoje a internet está
em voga no celular (emails, mensageiros instantâneos, mobile-commerce), criando
uma margem ainda maior de exclusão para aqueles que não sabem utilizar a
Internet e tão pouco os diversos recursos e aparatos presentes em um único
aparelho móvel.
Como o
ciclo de acesso a novos produtos começa com os ricos e se estende aos pobres
após um tempo mais ou menos longo (e que nem sempre se completa), há um aumento
da desigualdade. Os ricos são os primeiros a usufruir as vantagens do uso e/ou
domínio dos novos produtos no mercado de trabalho, enquanto a falta destes
aumenta as desvantagens dos grupos excluídos. Em ambos os casos, os novos
produtos tecnologicamente avançados aumentam consequentemente a pobreza e a
exclusão digital.
A
inclusão digital é geralmente definida num país pela relação entre a
porcentagem de pessoas com acesso a computador e/ou Internet no domicílio e o
total da população. Para identificar as pessoas incluídas, o critério
geralmente utilizado é o número de computadores por domicílio e/ou de
computadores por domicílio com acesso à Internet. Essa metodologia já foi alvo
de críticas, pois em países com um número significativo de pontos de acesso
coletivo (comumente denominados telecentros ou cibercafés). Argumenta-se também
que as famílias de classe média normalmente possuem mais de um computador por
domicílio, fato que não ocorre nas famílias pobres, o que significaria um
número maior de usuários por computador nas famílias pobres e menor nas
famílias de classe média.
No caso
brasileiro, o impacto estatístico dos telecentros é secundário, dado que seu
número em escala nacional ainda é relativamente. Por sua vez, a expectativa de
um maior número de usuários por computador no domicílio das famílias pobres
deve ser qualificada, já que, como indica a pesquisa, na maioria dos casos são
poucos os seus membros que usam computador.
O
processo desigual de disseminação do computador entre a população das
diferentes cidades do Brasil reflete sem dúvida o nível desigual de riqueza e
escolaridade entre as diferentes regiões e cidades, em particular entre as
populações pobres das regiões Norte e Nordeste e do Centro-Sul. A posse do
computador, porém, está também associada a um componente intangível: a
disseminação de uma cultura de valorização da informática associada em especial
à noção de que seu domínio é condição de emprego e sucesso na educação.
De fato,
em qualquer pesquisa sobre perspectivas de empregabilidade e carreira profissional,
em uma única pergunta para a qual encontra-se uma resposta consensual,
independentemente de grau de escolaridade, renda, cor e gênero, e quanto à
importância do conhecimento de informática para a obtenção de emprego: é
garantido que quase totalidade dos entrevistados indica que este conhecimento
ajuda a conseguir trabalho. Portanto, se a disseminação do computador tem uma
óbvia correlação com o nível de renda e de escolaridade, ela está igualmente
associada aos padrões culturais mais amplos de informatização da sociedade.
Com estas
vertentes, pode-se dizer que incluir digitalmente não é apenas “alfabetizar” a
pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do
manuseio dos computadores. O erro de interpretação é comum, porque muita gente
acha que inclusão digital é colocar computadores na frente das pessoas e apenas
ensiná–las a usar Windows e pacotes de escritório. A analogia errônea tende a
irritar os especialistas e ajuda a propagar cenários surreais da chamada
inclusão digital, como é o caso de comunidades ou escolas que recebem
computadores novinhos em folha, mas que nunca são utilizados porque não há
telefone para conectar a internet ou porque faltam professores qualificados
para repassar o conhecimento necessário.
Entende-se
que não é apenas ensinar os princípios do bê–á–bá da linguagem informatiquês,
mas mostrando como ela pode ganhar dinheiro e melhorar de vida com ajuda do
computador e seus aparatos avançados. Ou seja, para que a Inclusão Digital
diminua o efeito colateral da Exclusão digital, é necessário capacitar as
pessoas com essas tecnologias para que possam utilizá-las em benefício próprio
e coletivo e ao mesmo tempo tornando essas pessoas com senso crítico de tudo o
que pode acontecer ao seu redor.
Parte do trabalho realizado no primeiro semestre do curso de Letras, em Linguagem e Comunicação, Unipam, Alunos Angélica, Paula, Nelson, Rafaela, Nathielle, Telma, Lorena, Marina.
25 de junho de 2012
Preconceito ao Ser Professor
O
valor do professor
Ninguém nega o valor da educação
e que um bom professor é indispensável. Em primeiro lugar o professor deve
gostar e acreditar naquilo que faz. Ao ensinar, o professor também aprende e se
atualiza todos os dias.
Convive com alunos de diferentes faixas etárias e
adquire mais experiência.
O professor é uma ponte, ao mediar o conhecimento,
ajuda a construir um mundo com pessoas conscientes; Ao
ministrar as aulas, pode conquistar o respeito, a amizade e a admiração dos
alunos para o resto da vida. Ser professor é uma missão árdua e difícil,
mas também muito gratificante. Mesmo não tendo lugar de destaque na sociedade,
o professor sendo mal remunerado, com longas horas de trabalho e pouco
reconhecimento social, continua realizando seu trabalho, pois sem o educador seria impossível
conceber a sociedade e sua contínua evolução cultural e científica. Afinal,
todas as áreas do conhecimento humano dependem do professor para serem
aprendidas com eficácia e colocadas em prática com competência e habilidade.
Não são as máquinas, nem as antigas nem as modernas que formam as pessoas. Não
são as construções maiores e mais arrojadas que desenharão o molde das ações humanas. Os que professam na vida o
amor ao outro, a transmissão de saberes e idéias, é que farão a diferença. Os
alunos carecem de referenciais, de modelos, de ajuda, de auxílio e ali estão os
mestres cumprindo o seu ofício. É verdade que há certo descaso de alguns que
deveriam ensinar, mas não podemos julgar o todo pelas partes. O professor é o
grande agente do processo educacional, diz o Dr. Gabriel Chalita,
autor do livro "Educação - a solução está no afeto". E ele prossegue:
"A alma de qualquer instituição de ensino é o professor. Por mais que se
invista na equipagem das escolas, em laboratórios, bibliotecas, anfiteatros,
quadras esportivas, piscinas, campos de futebol - sem negar a importância de
todo esse instrumental -, tudo isso não se configura mais do que aspectos
materiais se comparados ao papel e à importância do professor."
A realidade do Professor
Alguns estudos
sociológicos demonstram que algumas áreas profissionais vêm evoluindo
socialmente, principalmente nas áreas biológicas (médicos, enfermeiros,
biólogos), exatas (todas as engenharias, física, química) e humanas
(advogados), mas a profissão que vem sofrendo, cada vez maior desgaste, é sem
dúvida a do professor. No entanto sabemos que toda profissão se constrói em
cima de uma identidade e esta, por sua vez, não é adquirida, não é uma
propriedade e não é um produto, mas sim, um lugar de lutas e de conflitos, um
espaço em construção de maneiras de ser e de estar na profissão. Dependente
exclusivamente do momento social e histórico que se está vivendo e do
reconhecimento da sociedade em que está inserida. Atualmente,
é possível perceber que a profissão professor vem sofrendo uma terrível crise
na sua identidade, isto é, na maneira de ser na profissão. Uma crise no ato de
professar e que implica, entre outros problemas, na dificuldade de interação
social dentro e fora da escola; no descontentamento pessoal do professor na
realização das suas atividades e na descrença do seu papel social. No entanto
entendemos que não há ensino de
qualidade, nem reforma educativa, nem inovação pedagógica, sem uma adequada
formação e participação de professores. Esta afirmação parece ser de uma
banalidade a toda prova, mas, no entanto, vale a pena recordá-la mediante o
fato de os professores estarem vivendo hoje, um momento de críticas e
reprovações. Hoje o que se percebe é o menosprezo da
profissão professor, que vive um sentimento chamado (universalmente) de "mal estar docente", devido a falta de identidade,
fragilizados e sobrecarregados de tarefas e responsabilidades que lhe foram atribuídas
pela sociedade. É fato que a profissão mudou nas últimas décadas, isto porque -
Ensinar - não é mais visto como em 'tempos atrás', em que o trato entre a
escola, os pais e o professor estava explícito o aluno aprende e o professor
ensina! Hoje, o professor é percebido não somente como transmissor de
conhecimentos, mas como o responsável pela construção da cidadania, o que
favorece a consciência crítica e a reflexão da ordem social estabelecida,
possibilitando a sua transformação. Portanto
todos devem respeitar o professor. Porque qualquer profissional só alcança o
alto grau (etapa) da sua profissão a partir dos primeiros passos e na subida do
primeiro degrau. Sem dúvida, não estava lá sozinho, mas de mãos dadas com
seu professor primário, da educação básica, ou seja, lá qual nome atribuído, no
início da sua escolarização.
Pesquisa
de campo realizada com os alunos
PESQUISA DE CAMPO
|
Sim
|
Não
|
Às vezes/Talvez
|
Nunca
|
1. Você seria professor de Port.
Línguas e Lit.?
|
14
|
100
|
23
|
21
|
2. Você considera que o professor
de Port. Línguas e Lit. seja considerado indispensável na sociedade?
|
117
|
22
|
10
|
8
|
3. Você acha que o professor
recebe um salário justo?
|
5
|
92
|
38
|
22
|
4. Você dá o devido valor aos seus
professores?
|
91
|
8
|
56
|
1
|
5. Você faria o curso de Letras?
|
19
|
80
|
39
|
20
|
Realizamos uma pesquisa de campo,
com 157 alunos, nas cidades de Patos de Minas, Carmo do Parnaíba e João
Pinheiro sobre o curso de Letras. Através da nossa pesquisa percebemos que,
apesar de o Professor de Línguas e Literatura ser considerado pela maioria das
pessoas indispensável na sociedade, essa mesma maioria nos diz que eles não
seriam professores. Muitos concordaram que o salário de grande parte dos
professores não é justo diante dos seus difíceis trabalhos. Percebemos também
que a maioria dos alunos dá valor aos seus professores, mas que, infelizmente,
ainda existem aqueles que às vezes se esquecem da importância desse
profissional. Com essa pesquisa concluímos que, atualmente, quase ninguém
deseja ser professor de Línguas e Literatura no futuro, embora algumas pessoas
talvez fizessem o curso de Letras. Isso se dá devido ao fato de o salário não
ser digno da profissão e também de o professor não ser valorizado/respeitado
por todos.
Pesquisa
de campo realizada com os professores
O ensino de línguas e literatura
é fundamental para qualquer profissional, porque todo conhecimento humano é
transmitido através da linguagem. Para nós, acadêmicos do curso de letras isso
é claro e notório e, ser professor foi uma escolha. Porém, observamos que há,
entre nossos colegas universitários, um grande preconceito quanto ao exercício
dessa profissão, que dirá de outros profissionais que almejam um futuro
brilhante e glamoroso. Conscientes desse preconceito e depois de assistirmos
algumas reportagens, fizemos um questionário objetivo que foi realizado com
alunos do terceiro ano do ensino médio e com seus respectivos professores.
Constatamos então, que
a grande maioria dos alunos não quer exercer essa profissão, já os professores,
foram unânimes em admitir que escolheram essa área por gostarem do ensino de
línguas, consideram que é uma profissão indispensável na sociedade, sentem-se
realizados e respeitados em sala de aula, porém alguns relataram certo desdém
da sociedade ao falarem de seu ofício, e que o salário poderia ser melhor,
comparados a outros profissionais.
“Todo professor, independente da disciplina,
muitas vezes é olhado com certa indiferença em seu meio social. Acredito que as
pessoas mais humildes são as que mais valorizam esse profissional. E todos
sabem que é um profissional mal pago.” Transcrição de um dos depoimentos da
pesquisa.
Ser Professor
Ser professor
é professar a fé
e a certeza de que tudo
terá valido a pena
se o aluno sentir-se feliz
pelo que aprendeu com você
e pelo que ele lhe ensinou...
é professar a fé
e a certeza de que tudo
terá valido a pena
se o aluno sentir-se feliz
pelo que aprendeu com você
e pelo que ele lhe ensinou...
Ser professor é consumir horas e horas
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...
Ser professor é entrar cansado numa sala de aula
e,
diante da reação da turma,
transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender.
diante da reação da turma,
transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender.
Ser professor é importar-se com o outro numa
dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e
cuidado.
Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo".
Ser professor é apontar caminhos,
mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés.
mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés.
Conclusão
Atualmente
quase ninguém deseja ser professor. Isso se dá por vários motivos que estão
relacionados a três esferas: política, pois não há respeito pela profissão; econômica,
pois os salários são baixíssimos; e social, pois o professor é visto como
alguém que não conseguiu algo melhor.
Antigamente
a profissão de professor era vista como as outras, sem preconceitos e
julgamentos. Mas existiam diferenças, os professores tinham poder sobre o
aluno, hoje os papeis se inverteram.
Hoje
para se tornar um professor, é necessário cursar uma licenciatura. O que está
cada vez menos concorrido, pois quase ninguém quer se tornar esse profissional,
que é tão desprezado pela sociedade.
Trabalho realizado por alunos do curso de Letras 2012 UNIPAM. Líder: Angélica, Integrantes: Paula, Nelson, Rafaela, Nathielle, Telma.
CACO, Tito. Profissão, Abr. 2011. Disponível em:
<http://www.chegadessapatifaria.com.br/?p=243> Acesso em: abr. 2012.
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